A defesa do ex-governador do Rio tenta conseguir uma vaga para trabalhos em Bangu 8 com objetivo de redução da pena
GIULIANO GOMES/PR PRESS

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB), preso desde novembro de 2016 em Bangu 8 (RJ), tenta conseguir uma vaga para trabalhar na unidade prisional. Desde junho do ano passado, a defesa de Cabral faz, mensalmente, pedidos à administração da cadeia para que ele consiga uma “atividade laboral voluntária e não remunerada”. As informações são do jornal Extra.


Apesar dos diversos pedidos, o político nunca foi escolhido para os serviços. As vagas disponíveis para presos são para funções como limpeza da unidade, distribuição de comida ou bibliotecário. Segundo a advogada de Cabral, Patricia Proetti Esteves, o ex-governador está disposto a desempenhar qualquer uma dessas funções.

“Ele se disponibilizou a desenvolver qualquer atividade laboral de acordo com a necessidade e conveniência da unidade”, afirmou a advogada ao jornal.
No pedido, a advogada diz que o cliente “deseja iniciar com máxima urgência as atividades laborais que lhe forem designadas pelas autoridades administrativas”. O presídio informa, porém, que não há vaga para o político trabalhar na unidade.

Em geral, a quantidade de presos que querem trabalhar nas atividades administrativas das unidades é maior do que os postos disponíveis e há filas de espera nas cadeias.


O ex-governador já fez cursos de Jardinagem e Paisagismo e Agropecuária. Confira:
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Cabral ainda está fazendo um curso de Teologia a distância, e está no terceiro período. Segundo a advogada, o ex-governador carioca recebe semestralmente o material de estudo, inclusive as provas, que são enviadas para correção por correspondência.

Ao fim do curso, a defesa pedirá a diminuição da pena de acordo com a carga horária da formação.

Redução de pena
O objetivo do ex-governador com os cursos é reduzir ao máximo a sua condenação, que já soma 198 anos de prisão. A Lei de Execução Penal possibilita uma diminuição de um dia de pena a cada três horas de trabalho ou 12 horas de estudos.


No dia 15 de março, Cabral solicitou redução de 234 dias da pena pelos cursos já realizados, quatro livros lidos e pela aprovação no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). A Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio ainda não decidiu sobre a solicitação.
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