O presidente nacional da legenda participou de encontro com Jair Bolsonaro (PSL), em Brasília, para discutir a reforma

HUGO BARRETO/Metrópoles

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O presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, confirmou na saída de reunião com Jair Bolsonaro (PSL) que “o partido vai votar favorável” à reforma da Previdência. Ele garantiu que a sigla tem uma postura independente em relação ao governo e não vai aceitar nenhum cargo em troca de apoio.

“O PSDB tem uma postura de independência em relação ao governo, não há nenhum tipo de troca. Votamos com o Brasil, aquilo que a gente entende ser importante, o partido vai votar favorável”, afirmou.


Alckmin disse que a reforma deve estar centrada em dois interesses: justiça social e ajuste fiscal. “Não é possível permitir privilégios, é preciso proteger aqueles que mais precisam”, defendeu. O presidente da legenda disse ser contra as mudanças que tratam da idade mínima e do tempo de transição, além do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e portadores de deficiência de baixa renda.

Sobre o ataque de Bolsonaro à velha política, Alckmin disse não haver nova e velha. “Existe boa e má política e a boa não envelhece”, comentou. Por fim, o ex-governador de São Paulo disse que foi recebido por Bolsonaro em clima amistoso. “Presidente me cumprimentou dizendo: ‘olha, votei em você nas últimas eleições'”, finalizou.



No primeiro dia de expediente no Palácio do Planalto após ao voltar de Jerusalém, em Israel, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) vai despachar com ministros, senadores e deputados para dar musculatura à corrida pela aprovação da reforma da Previdência, após uma quarta-feira (3/4) de derrota. Ao menos seis presidentes de partidos se encontram com o pesselista nesta quinta-feira (4).

Além de Alckmin, Bolsonaro e o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, recebem os caciques partidários Marcos Pereira (PRB), Gilberto Kassab (PSD), Ciro Nogueira (PP), ACM Neto (DEM) e Romero Jucá (MDB).

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